Entenda a tabela das seguradoras

by topseguroauto on May 9, 2012


Muitas pessoas tomam um susto quando, após saírem ilesas de um acidente de grandes proporções, voltam-se às seguradoras em busca do ressarcimento no valor do carro batido com perda total, e descobrem que o valor a ser pago é muito inferior ao valor de mercado. Como, afinal, funcionam as tabelas das seguradoras. Qual o referencial usado para avaliar qual seria o preço de mercado de seu automóvel?
O motivo das grandes discussões entre clientes e seguradoras é que as companhias usam a tabela Fipe como referencial supremo de mensuração do preço dos veículos. O problema é que essa tabela se baseia em valores médios, ferramenta estatística perigosa e que pode induzir os avaliadores a resultados que nem sempre refletem a realidade. Afinal, o valor médio é aquele que determina que se um indivíduo possui renda de R$ 10.000,00 e outro está desempregado, em média, ambos possuem renda de R$ 5.000,00 e, portanto, bom padrão de vida. Com a avaliação da tabela Fipe, ocorre esse mesmo erro.

Outra fraqueza da tabela é que os valores são obtidos pela média nacional, desprezando as disparidades regionais, que pode prejudicar muitas vítimas de sinistro referente perda total de veículo.
Para tentar solucionar estes problemas, a Federação Nacional de Seguros (Fenaseg) vem estudando novas metodologias de avaliação dos carros, bem como a instrução para que a tabela Fipe seja atualizada com mais frequência.

Dessa maneira, mesmo antes de contratar um seguro de carro, é interessante ter consciência de que, em caso de perda total, os valores indenizados podem não corresponder exatamente àqueles planejados inicialmente. Para driblar estes problemas previsíveis, muitos segurados têm optado por contratar o seguro com uma margem de 10% acima do valor da tabela. Assim, embora essa decisão vá ser refletida no prêmio pago à seguradora, ao menos garante que o cliente receberá 10% acima do informado na tabela, em caso de sinistro. Uma medida mais cara, mas eficaz de evitar eventuais dores de cabeça com as seguradoras. Vale a pena pensar nessas questões antes de contratar uma apólice.

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